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terça-feira, 20 de setembro de 2011

A PRIMEIRA VEZ QUE VENCEMOS A PORTUÁRIA


NOSSO PATRONO: RUBÉN MEGA


Quando o Fragata tomou a decisão de participar do Campeonato Estadual de Futebol de Salão, a partir de 1989 logo encontrou a sua touca. Se chamava Portuária, era da cidade de Rio Grande. Essa equipe sempre imprimia ao Fragata a sua força no final das partidas. Quando estávamos ganhando empatavam, quando estava empate vencian-nos, mas sempre nos minutos finais. Era uma verdadeira agonia.
Mas isso acabou em uma certa noite no Ginásio de Esportes Cardeal, o jogo se encaminhava para o final e a torcida aflita. Será que vai acontecer outra vez? Se perguntavam todos.
Quando menos se espera a Portuária vai ao ataque, trama uma boa jogada e ... apagaram-se as luzes do Cardeal. Isso mesmo, assim de repente ficou tudo obscuro. No mínimo três fileiras de refletores deixaram de funcionar.
E aí foi aquela coisa, esperar muitos minutos até que os refletores esfriassem e ligassem outra vez. O jogo que era uma fogueira esfriou totalmente e em seguida vencemos a partida e tiramos a touca de cima. A partir dessa partida vencemos a maioria dos confrontos contra a Portuária.

E quem desligou as luzes? Nicolás Ruben Mega Vitta, ou apenas Seu Rubens. Com muito orgulho meu avô que nos deixou em em 16 de Setembro de 2006 e me motivou a escrever este texto 5 anos após sua partida.
Seu Rubens, além de ser Patrono do Fragata foi também Diretor do Rio Branco e para quem não sabe antes de ser um dos fundadores do Fragata e de virar seu Patrono foi torcedor do Terror Show e chegou a disputar e vencer um torneio de palitinhos pela equipe que viria a ser a maior rival do seu querido Fragata.
Vô, aonde estiveres, fica tranqüilo que não vamos deixar morrer a tradição do Fragata e nem a tua memória.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

MEU JOGO INESQUECÍVEL

O CLÁSSICO DAS BALINHAS
Por Rubén Mega (depoimento tomado por Luciano Mega alguns anos antes de seu falecimento)


"O Cardeal nunca havia estado tão lotado até então. Nós (o Fragata) éramos um time pequeno, com pouca torcida. Devía-mos ser uns 40 t0rcedores e a maioria eram mulheres dos jogadores e amigos. Eu tinha uma bandeirinha do time, feita pelo Álvaro Castro.
Para o Terror torciam todas as demais pessoas.
Quando o Terror entrou na quadra, até os holofotes pareciam torcer para eles. Se escutava um barulho ensurdecedor: TERROR; TERROR; TERROR... Jogavam balas para a torcida, inclusive comi umas quantas. Havia balões e até talco na torcida deles. Achavam que nos goleariam facilmente, afinal vinham goleando todos os times e o Fragata vinha de uma campanha irregular com vitórias magras conseguidas mais pela transpiração do que pela inspiração.
O jogo começou e logo a 1 minuto gol de Cláudio para o Terror. Bacelo empato aos 7 e Quero virou aos 8. Ainda no primeiro tempo Amarelo e novamente Bacelo decretaram os 4 a 1. Ainda houve a desclassificação do João (Terror) que foi substituído por Pozada.
O segundo tempo foi tranquilo e garantimos o resultado construído no primeiro. Vence-mos o primeiro Clássico Fragata e Terror da história.
No vestiário, nosso goleiro Jacaré de tão empolgado com a vitória deu um soco na parede.
Fizemos uma semana de festa, com churrascos todos os dias, para comemorar a façanha de logo no primeiro ano de citadino vencer o time mais popular de Santa Vitória na época."


FICHA TÉCNICA
JOGO: FRAGATA X TERROR SHOW
LOCAL: GINÁSIO DE ESPORTES CARDEAL EM SANTA VITÓRIA DO PALMAR-RS
PLACAR: VITÓRIA DO FRAGATA POR 4 A 1


TIMES

FRAGATA

Jacaré (Beiço); Renato Maçã (Irlando); Amarelo; Quero e Bacelo.
Técnico: Paulo Achino

TERROR

Marne; Toquinho; Cacalo; João (Pozada) e Cláudio.
Técnico: Ruivo